sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Rostos na Janela II (continuação)



A chuva inicia como uma névoa leve, entrecortada pela iluminação prateada, desenha no rosto do Vampiro um contorno expressivo, tenso, enquanto caminhava, pouco se importando com as intempéries da natureza, concentrava-se em detectar sinais de alguma presença.
Percebeu dentro do murmúrio da chuva movimentos sutis entre as sombras das casas, era seu acompanhante, outro de sua espécie, de uma casta mais rústica e resistente, mas, naquele momento ele se encontrava vulnerável, pois estava esforçando-se a movimentar, surpreendeu. Ele não estava visívelmente ferido, mas Claudius sabia que ele fora atacado por algo que conhecia o ponto fraco, apesar de Tanatus ser treinado o suficiente para debelar qualquer ameaça que se aproximasse.
- Tanatus! O que houve? - enquanto tentava verificar o estado, se havia ferimentos - Está ferido? - Tanatus articulava, tentando falar, mas sua voz não saía.
Claudius o ergueu nos braços e levou para um lugar seguro.
(continua)

Nenhum comentário: